| Estácio
de Sá: Berço do Samba e dos Sambistas |
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A Deixa Falar,
considerada a primeira escola de samba do Brasil, era na verdade um bloco carnavalesco, criado no dia 12 de agosto de 1928, no bairro carioca do Estácio de Sá. A sede improvisada ficava no porão da casa 27 da Rua do Estácio, onde morava o fundador do bloco, Ismael
Silva.
Como no Largo do Estácio funcionava uma escola normal, Ismael resolveu batizar seu grupo de Escola de Samba, já que formaria professores de samba. E a nova Escola já nascia com “corpo docente” da melhor qualidade, pois, além do próprio Ismael, participavam: Mano Aurélio, Nílton Bastos, Armando Marçal, Mano Rubens, Baiaco, Brancura, Heitor dos Prazeres, Mano Edgar,
Bide e Juvenal Lopes. |
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NILTON
BASTOS
A partir da década de 1920, passou a frequentar os redutos de samba do Estácio, como o Bar e Café Apolo, convivendo com Ismael Silva, Baiaco, Bide, Brancura, Mano Rubem, compositores que, como ele,
foram responsáveis pelo desenvolvimento do samba. Fez parte do
grupo Bambas do Estácio, que acompanhava Francisco Alves em
gravações. Foi quem iniciou Ismael Silva na arte musical. |
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Depoimento de Ismael Silva
ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro
"Bem, fundei, no Estácio, com os bambas de lá, a primeira escola de samba, a Deixa Falar. Era costume, no carnaval carioca, a disputa, que sempre degenerava em briga. A polícia batia, nós revidávamos – não era bom para ninguém, não é? A Deixa Falar nasceu do desejo de não apanhar da polícia. Alguns dizem que o samba se modifica, se adapta ao mundo social por isso. E podia ser diferente? Samba não é folclore, tem de se modificar. É a parte viva da
Nação. O sambista interage, anda nas brechas do permitido e vai se afirmando, se aprimorando... |
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Ismael
Silva
Em 1922, tornou-se assíduo frequentador do Bar
Apollo e do Café do Compadre, onde conheceu Mano Edgar,
Baiaco, Nilton Bastos, Brancura, Bide, Francelino Ferreira
Godinho e muitos outros. Participava das rodas de samba
da região e nos Morros do Salgueiro e da Mangueira. Em
1928, participou da fundação da Deixa Falar, que
ficava perto da escola normal e, assim, seus fundadores
passaram a ser conhecidos como professores e o bloco
passou a ser escola de samba. |
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"Uma das mudanças que aconteceu ao longo dos anos, que faz parte mesmo das mudanças sociais do país, foi a maior participação popular. Isso pode ilustrar a importância do que fizemos, eu, Edgarzinho, Nilton Bastos, Bide e Marçal. Foi através das escolas de samba que a preocupação política se estendeu a uma faixa maior de cidadãos, que nós pudemos soltar a nossa voz e criar algum respeito. |
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"Um amigo meu, o Cartola, fez um samba belíssimo sobre isso... “Os tempos idos/nunca esquecidos/trazem saudade/ao recordar/uma escola na Praça Onze/ testemunha ocular...' então
vinha: é exemplar. “Depois aos poucos o nosso samba/ sem sentirmos se aprimorou/ pelos salões da sociedade/
Sem cerimônia, ele entrou/ já não pertence mais à praça/ já não é samba de terreiro...” A escola de samba foi um ato programático que serviria de impulso social à integração negra. A partir da fundação da Deixa Falar, o
malandro pôde brincar seu carnaval, sem ser incomodado, como os
brancos, entende? |
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[Sobre
o nome da agremiação, prossegue Ismael] "Deixa Falar,
porque éramos atacados. Como fizemos modificações no modo de
desfilar, para a segurança do grupo, os tradicionalistas
disseram-nos não. Vinham saber, reclamar, instigar. Deixávamos
que falassem, por um lado. Por outro, as mudanças promovidas ao
longo dos tempos trouxe uma dinâmica de desfile, onde liberdade
e salvo-conduto para brincar o carnaval, sem apanhar, resultou
numa maior socialização das camadas populares. A coisa é bem
bolada. Tivemos reações contrárias de um e outro lado. |
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ARMANDO
MARÇAL
Nasceu no Rio de Janeiro em 14 de outubro de 1902 e
faleceu, também no Rio de Janeiro, em 20 de junho de
1947. Era considerado um dos Bambas do Estácio de Sá,
embora morasse no Catumbi. Exímio percursionista, junto
com Bide, alcançou o seu primeiro sucesso com
Agora é cinza, samba inicialmente lançado no
Carnaval de 1933, na Escola de Samba Recreio de Ramos,
da qual Marçal era o vice-presidente. |
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"Pois bem: aqui
está a escola de samba. Milhões de pessoas. Um solista. Quando
o samba entra na segunda parte, entra o solista. Como é que,
naquela confusão toda, o pessoal vai saber quando deve atacar a
primeira parte novamente? Aí é que entra o surdo, que dá
aquelas duas porradas fortes e o pessoal entra maciço,
certinho. Estamos aí. O o samba é o retrato da Nação, nossas
histórias são contadas pelos versos, sentidas pelo levar dos
instrumentos. Amanhã acontecerá de novo. |
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"Anote ainda
duas coisinhas mais aí: o samba provocou a substituição da
música européia pela de origem africana, na sociedade
brasileira e mais: quando é que a gente poderia imaginar que
aquelas brincadeiras fossem dar nisso? Uma coisa de esquina
encher avenida? Hoje isso não é mais escola. É universidade,
é academia, é faculdade, sei lá! A festa maior. Que
coisa!"
O DESFILE DE 1932 DA DEIXA FALAR
No carnaval de 1932, a Deixa Falar apresentou o enredo: "A primavera e a revolução de outubro", exaltando Getúlio Vargas e o novo regime inaugurado com a Revolução de 1930
Meu segredo (Bide)
Letra típica da marcha-rancho, Interpretada pelo coro e por Aurélio Gomes, um misto de sambista e soldado de polícia
As mariposas, tão lindas
Nas noites de primavera
Ao romper da madrugada
A segunda canção foi
Rir para não chorar
(Primeira parte também de Bide)
Rir para não chorar
Quando passar
O Deixa Falar
Vejam a nossa beleza
Quanta riqueza
Pra quem pode enfrentar
Enfrentar
(Segunda Parte - Aurélio Gomes "Mano Aurélio)
Era meia-noite
Quando o navio apitou
Baiaco deu gargalhada
E o Brancura chorou
Me lembro que estava duro
Lá no Largo do Mercado
Encontrei Mano Brancura
Fiz um vale de um cruzado |
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A primeira Escola de Samba do
país nasceu em 1928, criada por uma turma de bambas como Ismael Silva,
Bide, Marçal, Bucy Moreira, Baiaco, Brancura e Mano Edgar. Eles
costumavam se reunir na subida do Morro de São Carlos, no Estácio - um
dos pontos quentes de um Rio de Janeiro que vivia mil transformações e
transgressões. Acabaram inventando a Deixa Falar, pouco mais de dez
anos após Donga lançar
Pelo Telefone, sucesso no Carnaval de 1917 considerado o
primeiro samba gravado no Brasil.
Os botequins na esquina da
Rua Maia Lacerda, perto da Praça Onze e da Zona do Mangue, atraíam
malandros de todas as partes do Rio, alguns deles excelentes sambistas.
Vinha gente de Benfica, Madureira, Providência e Gamboa. Ali era
cenário para o meretrício e para as rodas de carteado. Essa vida
noturna intensa garantiu ao Estácio a aura de berço do samba carioca -
aquele que conhecemos até hoje, dolente, pausado e marcado por
instrumentos de percussão.
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"O samba moderno nasceu
no Estácio. Era uma mistura de maxixe, modinha, polca e jongo. O bum,
bum, paticumbum, prugurundum é Ismael Silva. As primeiras escolas de
samba se apropriaram da estrutura dos cortejos e apressaram a linha
melódica para andar, pular e dançar”, explica o pesquisador Carlos
Nogueira, autor da tese No São Carlos era assim .... Para Nogueira, o
samba "tem relação direta com as favelas por causa dos negros. A
maioria dos ex-escravos subiu os morros. E onde passou o negro tem uma
semente do samba”, afirma.
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HEITOR
DOS PRAZERES
Compositor, instrumentista, pintor, nasceu em plena
Praça Onze, berço da comunidade baiana no Rio de
Janeiro. Era sobrinho de Hilário Jovino, o Lalu de
Ouro, com quem participava de reuniões festivas na casa
da lendária Tia Ciata. Ficou conhecido como Mano
Heitor por andar em companhia de bambas como Ismael
Silva, Paulo da Portela, Bide e outros. Em 1928, com
Nilton Bastos, Alcebíades Barcelos e Rubens Barcelos
fundou a União do Estácio. |
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A chamada Turma do Estácio batia ponto nos bares Apolo e Cumpadre, na subida do Morro de São Carlos. As rodas de samba costumavam varar a madrugada mas não eram toleradas pela polícia. “Os malandros ficavam nos bares mas o samba comia solto mesmo era nas casas de cômodo das redondezas. Ficava sempre um na porta tomando conta para avisar quando a polícia chegasse”, conta Wagner Costa Santos, de 41 anos, presidente da
Associação de Moradores do Morro de São Carlos.
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Fonte: O berço do samba
Autor: Marcelo Monteiro (2003)
Disponível em: http://www.favelatemmemoria.com.br
Link Especiais [Acesso em 28/11/2008]
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Outros Bambas do Estácio
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BAIACO (Osvaldo Caetano Vasques)
Compositor, ritmista, também frequentava as
reuniões de sambistas do Bar Apolo. Também foi fundador da
Deixa falar. Com a extinção da escola, alguns de seus membros
juntaram-se para fundar a Escola de Samba União do Estácio.
Baiaco pode ser considerado Bamba do Estácio, bairro onde
"viveu e atuou". Segundo depoimento de Moreira da
Silva ao Museu da Imagem e do Som, "Baiaco era um
compositor de mão-cheia. Bom de música e bom de papo, ele dava
uma sorte danada com o mulheril, que sempre entregava o dinheiro
pra ele". Em parceria com Mano Aurélio, compôs Arrasta
as sandálias, sucesso de Moreira da Silva no carnaval de
1933. Com Cartola, compôs Fita meus Olhos. |
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BENEDITO
LACERDA
Também fluminense como Ismael Silva e Alcebíades
Barcelos, o Bide, ambos de Niterói, Benedicto Lacerda (1903-1958),
nasceu em Macaé, morou no Estácio a partir de 1920 e foi um dos
criadores do moderno samba carioca. Flautista exímio, criou o Regional
Benedito Lacerda. |
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BIDE
(Alcebíades Barcelos)
Quando tinha seis anos, a família
veio se fixar no lendário reduto do samba, o bairro de
Estácio de Sá. Esse fato deve ter contribuído
decisivamente para o futuro musical do menino. Levado
por companheiros de trabalho, passou a frequentar as
rodas de samba do bairro, participando do movimento que
promoveu a transição do estilo amaxixado do samba,
para sua forma definitiva. Fundou – ao lado de Ismael
Silva, Mano Edgar, Brancura, Baiaco, seu irmão Mano
Rubem (Rubem de Maia Barcelos) e outros bambas – a
primeira escola de samba, a célebre Deixa Falar, onde
introduziu o surdo e o tamborim. |
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BRANCURA
(Sílvio Fernandes)
Compositor e flautista, ganhou o apelido dos
amigos do Estácio por conta de sua cor negra reluzente. É lembrado
pela sua valentia e por não andar sem sua navalha, no melhor estilo
da malandragem do Estácio dos anos 1920. Desde jovem frequentava o
Café Apolo e o Café Compadre, que eram os redutos de sambistas
da época. Foi ali, naquele ambiente, que conheceu vários
artistas com Noel, Mário Reis e Francisco Alves. O
produtor musical Fernando Faro confirma a fama de valente de
Brancura: "Era bandido. Tinha sempre um 45 e uma navalha por baixo do terno branco linho
120. Monarco me contou que, uma vez, o Brancura chegou no samba e uma mulher falou: “Estão fazendo um trabalho contra você.” “Contra mim? Sou Brancura, nada me atinge.” Um mês depois, estava preso na Ilha Grande. Passaram uns anos e o Brancura voltou. Apareceu na Mangueira, quando a escola estava na quadra. Ele que era uma elegância chegou com short rasgado, camisa regata suja, um rato morto na mão. Fizeram até um samba: O Brancura Enlouqueceu."
Fonte: http://www.almanaquebrasil.com.br/papo-cabeca/fernando-faro/
[acesso em 04/01/2010] |
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Bucy
Moreira
Compositor e instrumentista, nasceu em agosto de 1909, no Rio
de Janeiro, onde também faleceu em 1982. Neto da famosa
ialorixá Tia Ciata, Em 1930, foi descoberto na Praça Onze por Francisco Alves, que gravou na Odeon seu samba "Palhaço" (com Nelson Januário). Nessa época, começou a trabalhar como ritmista em gravações na Odeon. De 1936 a 1940, foi diretor de harmonia e desfilou na hoje extinta Escola de Samba Vê Se Pode, do Morro de São Carlos. Trabalhou, também, com o cineasta Moacir Fenelon e, em 1943, participou, junto com outros sambistas, do filme inacabado de Orson Wells "It's all true". Em parceria com Arnô Canegal e Mutt, compôs "Não põe a mão", sua música mais conhecida, que ele mesmo, além de outros intérpretes, gravou com êxito na Star, em 1951. |
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JUVENAL
LOPES
Nonel do Estácio ou Juju das
Candongas, fez parte do Grupo Gente do Morro, criado
em 1930 por Benedito Lacerda, composto por Jacy Pereira, o
Gorgulho, e Henrique Brito nos violões; Julio dos Santos, no cavaco;
Bide e Gastão de Oliveira, nos tamborins; Juvenal Lopes, no chocalho, e
Antonio Carlos Martins,
o Russo do Pandeiro. Foi parceiro de Buci Moreira, em
1933, no samba Pretinho de alma branca. Mais tarde, Juvenal
Lopes se tornaria presidente da Escola de Samba Estação Primeira
de Mangueira. |
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MANO
AURÉLIO (Aurélio Gomes)
Um dos fundadores da Deixa Falar do Estácio
de Sá. Segundo depoimento do compositor Ismael Silva, era um ótimo
cantor. |
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MANO EDGAR (Edgar Marcelino
dos Passos)
Também fundador da Deixa Falar, é autor de uma batucada
famosa nas rodas de samba do Estácio: “Quando eu morrer / Não quero choro nem nada /
Eu quero ouvir um samba / Ao romper da madrugada”
Em 1933, Noel Rosa “tirou cola” do samba e compôs
Fita Amarela, que faz sucesso até hoje: Quando eu morrer /
Não quero choro nem vela / Quero uma fita amarela / Gravada com o
nome dela
Mas, no ano anterior (1932), Donga e Aldo
Taranto já haviam feito o mesmo compondo o samba
Quando Você Morrer, com a seguinte letra: Quando você
morrer / Juro que não vou chorar / Vou procurar quem me dê / O
que você não me dá Donga, ao ouvir o samba
nas rádios, foi aos jornais e acusou Noel de plágio. Mano Edgar, o
verdadeiro autor, já estava morto: foi assassinado na véspera
do Natal de 1931, em um jogo de ronda. E morto não fala. |
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NOEL ROSA
Integrou, juntamente com Ismael Silva e
outros sambistas, o grupo Bambas do Estácio, que acompanhava Francisco Alves.
Frequentava o Estácio, onde tinha muitos amigos e parceiros, entre eles Ismael
Silva, com quem lançou 11 composições. |
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Tancredo
da Silva Pinto
Nasceu em 10 de agosto de 1905 em Cantagalo, Estado do Rio
de Janeiro, indo morar no Estácio ainda na adolescência.
Teve uma atuação marcante também como compositor, sendo
parceiro de Moreira da Silva, Zé Kéti, Zé Pitanga e
Blackout, que gravou “General da Banda”, cuja letra
faz uma alusão ao Orixá Ogum. Foi um dos fundadores da 1ª Escola de
Samba do bairro Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Teve
publicadas mais de 30 obras literárias, divulgando a
Umbanda e o Omolocô e foi fundador e colaborador de
diversos jornais e revistas destinados aos adeptos da
religião afro-brasileira. |
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